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A próxima geração de líderes

De acordo com dados da Deloitte, até 2020, dois em cada três millennials pretendem mudar de emprego. Só em 2016, se dada a opção, 25% sairiam do atual emprego em busca de novas oportunidades.

Esta mudança conceitual, em relação a lealdade profissional, representa um sério desafio para quaisquer empresas que possuam um grande número destes profissionais em suas fileiras. O problema se agrava em países como EUA e Brasil, onde a geração representa cerca de 50% da força de trabalho.

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Colhidos em 29 países, os dados mostram que em média 50% dos entrevistados planejam sair dos atuais empregos. Regionalmente, os números são mais positivos, na Europa 60% se diz satisfeito e na América Latina 71%.

Entretanto, o estudo detalha que este sentimento não é puramente econômico. Por exemplo, 57% destes profissionais, em cargos de liderança, com carreiras influentes e satisfatórias, tencionam deixar o atual emprego até 2020.

Para os pesquisadores, está claro que os millennials não têm potencial para moldar o destino das organizações onde atuam, embora muitos estejam em posição de fazê-lo.  

A falta de lealdade pode ser um sinal de negligência

Embora muitos millennials tenham alcançado cargos de liderança, ainda há muito a ser feito. 63% apontam que suas habilidades de liderança não são desenvolvidas como gostariam; em mercados como Brasil e em regiões da Ásia esta queixa ultrapassa os 70%.

54% dos profissionais que desejam se manter em seus postos nos próximos dois anos estão descontentes com a forma que suas habilidades de liderança são desenvolvidas.

Infelizmente poucos progressos são realizados nesta área. Na pesquisa de 2013, 49% dos entrevistados acreditavam que as empresas estavam fazendo o possível para desenvolver suas habilidades de liderança. Em 2015, observou-se uma queda nesta confiança. Apenas 28% sentiam-se impactados pelas políticas de desenvolvimento.

Contudo, de acordo com os dados , há uma clara ruptura no alinhamento de expectativas. Na percepção das corporações há uma grande fuga de talentos e em consequência de investimentos; para os millennials, as empresas não estão preocupadas em desenvolver suas habilidades de liderança e mantém-se negligentes ao ‘distribuir’ potenciais cargos de liderança.

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Dados demográficos

A pesquisa destaca entre os millennials que possuem filhos um maior índice de fidelidade. 32% dizem querer se manter no atual emprego por cinco ou mais anos. Contudo, o dobro deles (64%) projetam sair até 2021.

Na vertical por sexo, 67% das mulheres e 64% dos homens pensam em buscar novas oportunidades em até cinco anos. Para os pesquisadores, é encorajador relatar diferenças de gênero em consideração a altos cargos.  Contudo, os números absolutos são decepcionantes. 50% dos homens e 48% das mulheres dizem serem ignorados para assumir posições de liderança.

Com informações: The Deloitte Millennial Survey 2016

 

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