Pressione "Enter" para pesquisar ou "Esc" para cancelar.

Diferentes gerações podem trazer benefícios para empresas

No nosso cotidiano, é comum presenciarmos o encontro de diferentes gerações, seja no ambiente familiar, profissional ou social. Os baby boomers, a geração X, Y , Z, trazem mudança nos valores das gerações e essa tendência também se observa nas organizações, questionando as formas tradicionais de liderar, de comunicar e de gerir. As ideias, valores e comportamentos dessas novas gerações contrastam com os das gerações anteriores, que tem necessidades diferentes e falam línguas diferentes. Esse contraste, contudo, não precisa ser necessariamente negativo, pelo contrário.

A naturalidade com que os jovens e até mesmo crianças, atualmente, lidam com a tecnologia pode chegar a ser assustadora para aqueles habituados com as máquinas de escrever e o correio tradicional. Esses nativos digitais pensam e processam informação de maneira diferente em relação àqueles conhecidos como imigrantes digitais. Ainda assim, há conteúdos, conceitos, posturas e habilidades que precisam ser desenvolvidos entre muitos nativos digitais. Para muitos, ainda lhes falta experiência, malícia nos negócios, visão holística e a estratégica de longo prazo, por exemplo.

Os jovens estão habituados a utilizar as redes de relacionamento para se comunicar e aí reside uma das maiores dificuldades de relacionamento entre diferentes gerações: a comunicação. A linguagem utilizada nas novas mídias representa uma grande diferença se comparada à linguagem corporativa, que requer um zelo maior em termos de formalidade, objetividade, clareza.

Uma solução para essa dificuldade, seria a aproximação dessas gerações, por mais diferentes que sejam. É importante deixar claro que as linguagens das redes de relacionamento são diferentes da linguagem corporativa, mas isso não quer dizer que esse tipo de canal de comunicação não seja válido e não possa contribuir para a empresa e para o relacionamento entre os colaboradores, independente da geração em que se encaixem.

O choque de gerações, sendo bem administrado, pode resultar num valioso reforço para a sustentabilidade das organizações. Se cada um pensar em trabalhar em equipe, prezando pela comunicação frequente e efetiva, e tendo em mente os objetivos da organização, o ambiente corporativo tende a ser mais saudável e motivador para todos.

Quem são e o que fazem nas empresas

Baby boomers (nascidos entre 1945 e 1961): ocupam cargo de topo na hierarquia ou são profissionais de nível sênior.

• “Vestem a camisa” – são pessoas totalmente voltadas ao trabalho, que é sua prioridade.

• Voltados a resultados e são competitivos.

• Maior dificuldade é a perda de status e poder.

• Liderar significa comandar e controlar.

• Não se preocupam muito com qualidade de vida.

• Têm uma relação difícil com tecnologias digitais, aprenderam a lidar depois de adultos.

Geração X (nascidos entre 1962 e 1977): ocupam cargo intermediário na hierarquia ou são profissionais de nível pleno.

• Têm muita experiência e dedicação.

• Têm um medo inconsciente de ser despedido e de ser ameaçado por alguém da geração Y.

• Também vestem a camisa, com foco em resultados.

• Buscam equilibrar a vida pessoal com a profissional.

• São “imigrantes digitais”, aprenderam a lidar tecnologias digitais na adolescência.

• Costumam ter um elevado nível de estresse.

Geração Y (nascidos a partir de 1978): ocupam cargo iniciais na hierarquia ou são profissionais de nível sênior; em TI podem ocupar cargos de direção.

• Têm forte auto-estima e compromisso não negociável com valores.

• São fascinados por desafios, e querem fazer tudo do seu jeito.

• São impulsivos e enfrentam sem medo posições de poder e autoridade.

• São “multitarefa”.

• São “nativos digitais”.

• Têm facilidade com reuniões virtuais.

• Querem flexibilidade de horários e preferem roupas informais.

• Dificuldades com hierarquia, vivem em rede e odeiam burocracia, controles e atividades rotineiras.

CTA_novo