Pressione "Enter" para pesquisar ou "Esc" para cancelar.

Desafios para uma comunicação organizacional mais fluida

“A comunicação é a energia que circula nos sistemas e a argamassa que dá consistência à identidade organizacional”

O que você acha da frase acima?

Ela foi escrita por Graça Monteiro e Jorge Duarte, autores do artigo “Potencializando a comunicação nas organizações”, e procura mostrar que a comunicação é parte inerente das empresas e que ela não pode ser deixada em segundo plano, afinal a gestão da comunicação empresarial também pode ajudar a desenvolver estratégias competitivas.

Para os autores, a comunicação, sendo algo inseparável de toda organização, auxilia nos demais processos institucionais, como o marketing, vendas etc., capaz, inclusive, de promover grandes mudanças na vida organizacional, seja na sua relação com o público interno ou externo. Porém, segundo os próprios autores e também com base em nossa experiência nesse ramo, a comunicação ainda não circula adequadamente nas empresas.

A comunicação nas organizações

O impedimento da fluidez da comunicação nas organizações acontece principalmente porque muitos ainda a usam como instrumento de poder. A maioria das organizações não está preocupada em ouvir seus funcionários, mas apenas em distribuir informações, o que leva a uma comunicação cada vez mais burocrática. Assim, seu aproveitamento para a qualificação da gestão organizacional ainda é tímido. Acrescenta-se a isso o fato de que a comunicação também é vista como um problema exclusivo dos profissionais da área, sem a interação com os demais agentes do processo.

Pensando nisso, Monteiro e Duarte ressaltam um ponto fundamental e que ainda é ignorado nas organizações: pensar a comunicação como um desafio para toda a organização e encará-la em seu sentido original, o de tornar algo comum a todos, promovendo interação, diálogo, facilitando o acesso, a compreensão, a participação e o reconhecimento do outro – embora ela e seus componentes (interação, informação e contexto) já sejam utilizados para o sucesso institucional há pelos menos duas décadas.

A Rhodia no Brasil, empresa multinacional do ramo químico, teve essa preocupação já na década de 1980. O plano de comunicação da empresa tinha como meta extinguir a ideia arraigada de que somente a direção teria a “função” da comunicação e que os trabalhadores faziam parte do campo que devia ser persuadido. De acordo com Célia Valente e Walter Nori, autores do livro que conta essa história, até antes da abertura, apenas os diretores podiam falar em nome da Rhodia. Depois da implantação do plano, cerca de 400 funcionários engajados no processo de abertura já podiam falar pela companhia.

A comunicação organizacional como relacionamento

Vários fatores históricos e econômicos, segundo os autores, influenciaram a mudança de visão a respeito da importância da comunicação nas organizações. A primeira grande mudança nas organizações aconteceu ainda na década de 1980, quando o cenário das organizações começa a passar por profundas modificações, migrando de um “modo de produção” para um “modo de informação”.

A comunicação parece, então, ganhar seu espaço. As informações passam a ser compartilhadas, o que leva, consequentemente, a um compartilhamento dos sentidos do mundo organizacional. Assim, as informações geram interações, que suscitam influências e comportamentos, deixando de ser apenas “circulação das informações” e passando a ser relacionamento.

“Uma comunicação eficaz faz com que os funcionários sintam-se parte da empresa, e não apenas uma peça no tabuleiro.”

O conceito da comunicação organizacional como relacionamento, de acordo com os autores, começou a ser discutido pela chamada “Escola de Palo Alto”, nos Estados Unidos. A partir dos estudos desenvolvidos por essa escola, surge a ideia da impossibilidade de não comunicar: todos participam do processo comunicativo, em determinado contexto, sem distinção de autor ou receptor.

Fortalecer a consciência comunicativa

Mesmo com as mudanças contextuais que influenciaram a comunicação organizacional e também com o avanço das tecnologias de informação, a comunicação ainda está relacionada ao exercício de poder, afirmam Monteiro e Duarte. Para eles, a comunicação organizacional só poderá fluir a partir da criação de uma consciência comunicativa.

“E isso só é possível a partir de uma cultura organizacional em que prevaleçam um ambiente de transparência, confiança e estímulo à cooperação”.

Essa cultura será responsável por determinar qual o grau de valorização da comunicação por parte dos envolvidos no processo organizacional, a disponibilidade para vencer barreiras e adquirir novos conhecimentos para alavancar a comunicação, a serviço dos negócios.

Assim, se a comunicação não pode mais ser pensada como exercício de poder, fala-se então em um compartilhamento de informação. Compartilhar, no entanto, só acontece quando a cultura organizacional favorece ao engajamento em práticas de comunicação natural e constante e a empresa passa a investir no endomarketing.

O endomarketing é apontado por especialistas como uma das ferramentas mais efetivas para fidelizar e fortalecer suas relações com seu público interno. Para a especialista Analisa Medeiros Brum, o endomarketing passa por iniciativas tomadas pela empresa e suas lideranças no sentido de proporcionar um maior e melhor nível de informação e de integração aos seus colaboradores, sempre com o foco no seu bem-estar.

Preparamos um eBook em parceria com a Sambatech e a Comunique-se onde trazemos exemplos de boas práticas de endomarketing digital, um guia completo com tudo o que um profissional precisa saber para engajar seus colaboradores . Clique na imagem abaixo para baixar.

CTA_novo