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Endomarketing digital: conquiste pela experiência

O marketing digital é a nova (nem tão nova assim) vedete das empresas. São construídas personas, cenários, traça-se perfis do cliente ideal, ou como é moda na área: o target. A partir desta lógica, desenvolve-se um planejamento de atração, conquista-se e fidelização; até este pretenso cliente descer no “funil” de vendas e se tornar um cliente efetivo.

O meio mais comum para trazer estes pretensos clientes até as empresas é pelo conteúdo (sim, estou querendo vender algo para você). Segundo percepções da Indiga, o marketing digital é mais barato e mais efetivo que o marketing tradicional. Entre suas vantagens estão o fácil (nem tão fácil assim, mas em teoria sim) alcance de um grande número de pessoas, que estão circulando na internet em busca de algo e podem encontrar você como solução.

Contudo, de fato, se compararmos friamente um banner na internet com um outdoor em uma rodovia movimentada a chance de você ser visto no Google é muito maior que em meio a buzinas, estresse e o concorrente celular, que o motorista da frente usa como uma extensão de suas mãos.

O início deste texto é um resumo grosseiro do que é o marketing digital, suas estratégias e efetividade como ferramenta educativa e de vendas. Você pode saber mais sobre a prática aqui e aqui. Contudo, se até ‘50 tons de cinza’ tem mais de 2 milhões de seguidores no Facebook, é sinal que prática é eficaz. Então, por que não usá-la internamente?

Claro, não quero dizer com isso para você se utilizar de ferramentas sociais abertas para promover sua empresa internamente, criar um grupo de discussão ou algo parecido, até por que dependendo de como sua empresa se posiciona, o uso externo pode ser desnecessário.

Mas se é tácito que todos estão presentes nelas, conhecem suas funcionalidades e as regras básicas de convívio digital, por que não se apropriar deste conhecimento e da familiaridade que as pessoas possuem com o meio para aplicar técnicas de endomarketing e comunicação interna.

Por exemplo, voltando a atenção as ferramentas de comunicação interna que você possui, qual delas permite a mesma experiência a seus colaboradores? Qual delas dá a chance de interagir com seu público de maneira clara e transparente?

Em geral, por serem apenas de caráter informativo, ferramentas como TV, Jornal, Mural, Intranet e News Letter impedem esta troca (leia mais sobre elas). Já canais como o próprio e-mail, redes sociais corporativas ou uma conversa franca permitem que haja, entre outras coisas, a constituição de um sentimento de confiança entre as partes que interagem.

Fortaleça-se internamente

Conceitualmente, o endomarketing é diferente de comunicação interna. Segundo Gerson Bonani, consultor executivo e chefe da assessoria de comunicação social da Anac, o endomarketing é “um conjunto de ações institucionais sistematizadas para fidelizar funcionários, torná-los consumidores e obter comprometimento. Os funcionários ou colaboradores são considerados clientes tal como os consumidores finais. O endomarketing pode também ser considerado uma ação interna que incentiva colaboradores a atenderem melhor os consumidores finais e, consequentemente, fazer um trabalho com maior qualidade”.

Ou seja, o endomarketing faz com que seus colaboradores sejam seus fãs. Para fazer isso de maneira leve e sem parecer forçado, o primeiro ponto é que ele não se manifeste de um dia para o outro. Segundo Cíntia Guimarães, executiva de comunicação corporativa, ações internas de comunicação devem ser feitas ao logo do tempo, com constância, e alinhadas à estratégia da empresa. “Se não houver objetivos estratégicos da empresa ligados àquela ação, fazer por fazer não adianta nada”, comenta .

Utilize sua rede interna para fortalecer a marca. Em teoria, todos na empresa conhecem sua marca, certo? Nem sempre. Segundo pesquisa, 18% dos trabalhadores não sabem exatamente o que a empresa faz. Ou seja, será que o melhor caminho é investir em ações externas enquanto seus colaboradores não conhecem os produtos que vendem.

Para Cíntia, fidelizar funcionários é imprescindível, pois um funcionário assume vários papéis sociais: consumidor, colaborador, vendedor e detrator. Além disso, levando em conta a média de 4 pessoas por família, uma organização com 1 mil colaboradores passa a ter 4 mil embaixadores da marca, para o bem ou para o mal. Ou seja, ter colaboradores bem informados significa potencializar o número de vendedores que você tem.

Leia mais: Endomarketing: cliente interno o coração das organizações

endomarketing o coração das organizações

 

 

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