Pressione "Enter" para pesquisar ou "Esc" para cancelar.

“erga omnes” ou “farinha pouca meu pirão primeiro”

Já parou para pensar por que a Operação Lava-Jato, o  Mensalão, o movimento funk ostentação e as religiões “alternativas” geram tanta polêmica? A resposta é simples, mas a explicação vai longe.

Simplificando, todos esses exemplos trazem à tona a discussão de traços da cultura brasileira que incomodam a muitos. Agora, a explicação eu deixo para os antropólogos e sociólogos, que podem encher vários pratos com esse caldeirão cultural chamado Brasil.

Pode-se entender a cultura como um “ser vivo”, em constante evolução. Só há uma diferença crucial. Diferente da triste certeza que nos espera, ninguém pode afirmar que uma cultura irá morrer. Felizmente, é muito provável que ela perdure por um bom e longo tempo, junto com outros componentes sociais como a ética.

Polêmicas sobre cultura, sejam na mesa do bar ou na “academia” (não na de musculação, mas na universidade, ok?), são sempre válidas já que um dos papéis mais importantes da cultura é a transmissão de conhecimentos por meio da aprendizagem social.

Caraco, aprendizagem social? É SESI-SENAI, SESC-SENAC? Deixando de lado a brincadeira. A aprendizagem social se dá através das diversas histórias construídas em cada um dos “fenômenos” mencionados no início deste artigo e que, como nos contos infantis, trazem uma moral da história – que tem por objetivo propagar uma mudança no comportamento das pessoas. Qual será a moral da história da Operação Lava-Jato? Será “erga omnes” ou “farinha pouca meu pirão primeiro”?. É nessa dinâmica dos comportamentos que a cultura é posta em prática, que se torna visível, concreta e que se fortalece (ou enfraquece).

Da mesma forma como vemos esse processo na sociedade como um todo, é claro que ele vale às empresas. Isto é: as organizações também devem ter uma atenção constante na formação da sua cultura, até porque se quisermos ajustar ou influenciar o comportamento das pessoas dentro das corporações de uma forma mais duradoura, então é preciso trabalhar no âmbito da cultura organizacional.

Basicamente, o que é preciso fazer é criar um processo e dispor de ferramentas que possibilitem a transmissão dos conhecimentos sobre os comportamentos que são saudáveis à empresa, com objetivo principal de se trabalhar para a sua sobrevivência no longo prazo.

as organizações também devem ter uma atenção constante na formação da sua cultura, até porque se quisermos ajustar ou influenciar o comportamento das pessoas dentro das corporações de uma forma mais duradoura, então é preciso trabalhar no âmbito da cultura organizacional.

Esses comportamentos saudáveis podem ser derivados, por exemplo, da preocupação constante com a melhoria da produtividade e da manutenção de um ambiente competitivo mas psicologicamente sustentável, ou seja, pesque mais peixe com menos trabalho, mas cuidado com a vara de pescar, porque ela enverga muito – mas se forçar demais, quebra.

Para por tudo isso em prática, nada melhor do que usar e abusar de uma boa comunicação interna, que se utilizará dos principais canais existentes para contar histórias que mostram exemplos de bons comportamentos.

Por exemplo, usando o SocialBase, é possível montar um grupo de discussão entre os líderes com o propósito de criar e atualizar uma lista com os comportamentos que são exemplos concretos da cultura desejada. Desse grupo podem ser derivados outros grupos de trabalho, com participação de pessoas de vários departamentos, que pegarão um subconjunto de comportamentos da lista com o objetivo de planejar e executar ações, potencializando esses comportamentos. Por exemplo, podem ser criados prêmios, artigos publicados internamente, concursos, eventos de comemoração e várias outras iniciativas que ajudam a divulgar a cultura organizacional.

A cereja do bolo é a criação de um canal direto e de duas mãos entre colaboradores e líderes, principalmente para se tirar dúvidas e de tratar sobre esses assuntos de uma forma franca e madura.

Como bem disse o nosso “poetinha” Vinicius de Moraes, por mais longa que seja a caminhada, o mais importante é dar o primeiro passo. Então, dê o primeiro passo, enfrente as polêmicas com uma boa comunicação interna e construa uma cultura organizacional vencedora e duradoura.

CTA_novo