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Gestão da Comunicação: por que essa atividade é essencial para sua empresa?

Temos vivenciado recentemente uma crise econômica significativa, que representou uma retração nos principais índices que regulam a estabilidade econômica do nosso país. Independentemente do que formalizam os índices, temos visto e vivido no dia a dia das empresas um crescente movimento de cortes em gastos, projetos e pessoas. Grande parte das empresas está focando energias na redução de despesas para fechar as contas, o que tem levado, inclusive, a cortes de postos de trabalho.

E o que isso tem a ver com comunicação? Tudo.

Precisamos compreender o contexto social no qual está inserida a organização em que atuamos para que essa atuação se faça coerente – tanto à gestão quanto aos empregados. Assim, reconhecer a crise econômica e a retração das empresas, impõe aos profissionais de comunicação uma postura de – mais do que nunca – se provarem válidos na estrutura organizacional, até mesmo como forma de sobrevivência do emprego. Isso somente vai acontecer se o profissional aumentar seu nível estratégico e contribuir com a tomada de decisão.

É pouco interessante, financeiramente, para as empresas investir em uma área cujos resultados não se traduzem em indicadores de negócios. Dessa forma, as áreas de comunicação que estão atreladas – hierarquicamente – à gestão do negócio, têm muito mais facilidade de vincular suas realizações diretamente àquilo que contribui com o desempenho organizacional.

Venho defendendo um modelo de atuação da área de comunicação nas empresas a partir do que chamei de “Círculo virtuoso da área responsável pela comunicação com empregados”, que se sobrepõe a um “Círculo vicioso”.

A grande chave da virtude, nessa proposta, está em ter à frente da área um empregado em nível estratégico, com cadeira fixa no comitê diretivo da empresa. Assim, tem a possibilidade de se envolver diretamente com questões críticas de negócio e a chance de se comprometer com entregas que se conectam às prioridades organizacionais.

Já no modelo do “Círculo vicioso da área responsável pela comunicação com empregados”, distante da gestão, a área tende a se enfraquecer até se desfazer, pois acaba tendo como função principal a produção de veículos e campanhas, com aspecto meramente operacional, sem acesso às questões que contribuam com o crescimento e fortalecimento dos negócios.

Áreas que são lideradas por um profissional que participam das discussões de negócios e insere a perspectiva da comunicação com empregados nesse processo, têm se mostrado mais duradouras e benéficas para as organizações.

Inteirada das questões de maior relevância para a organização, a área de comunicação produz – e se compromete com – resultados que se ligam aos objetivos de negócio. Assim, o próprio plano de trabalho de comunicação tem, em seus indicadores, elementos de conexão direta com os indicadores corporativos

Artigo originalmente postado na 18ª Edição da Revista Cultura Colaborativa. Leia mais textos aqui.

Bruno Carramenha

 

Bruno Carramenha é relações-públicas, diretor da 4CO | Cappellano Carramenha Comunicação e Cultura Organizacional e professor na FAAP.

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