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É preciso humanizar o digital

 

[Por Juliani Monçores via LinkedIn Pulse]

São 6h. Seu celular toca para te despertar. Você desliga o som, checa às notificações das redes sociais e se lança no dia que está só começando. Acessa à internet para se manter atualizado com o mundo e acompanhar tudo o que aconteceu enquanto você dormia porque, na verdade, esse foi o único momento em que você deixou de se conectar.

São 24h por dia, imersas de informação e em contato com os avanços tecnológicos o tempo todo. Nos comunicamos com pessoas do outro lado do mundo em tempo real. E como marcas, conseguimos nos fazer cada vez mais presentes e próximos na vida dos consumidores.

A comunicação avançou muito no que diz respeito aos meios, mas para se manter relevante em um cenário competitivo e desafiador, se faz necessário resgatar princípios básicos dos processos comunicativos: o emissor e o receptor.

Um dos grandes desafios atuais do marketing é criar proximidade da marca e estabelecer diálogos verdadeiros com seus públicos de interesse. E assim, voltamos ao combustível inicial do processo: PESSOAS.

O curioso é que vivemos o efeito oposto ao que desejamos: o mundo digital mais afasta do que aproxima. Isso acontece quando os processos são apenas processos e pessoas são apenas parte dele.

A realidade idealizada, defendida pelas teorias antigas, dá espaço a conceitos mais simples e verdadeiros, a fim de criar identificação e promover experiências reais.

Assim, a força do marketing de relacionamento e do marketing de conteúdo tem aumentado na medida em que os consumidores se tornam também emissores presentes e relevantes em nossos meios de comunicação. Mais do que uma parte do processo comunicativo – para quem estamos falando, os clientes externos e internos tornam-se peças fundamentais na estratégia da marca.

Embora, cada vez mais digitais, as marcas precisam se relacionar de maneira analógica com seu público, beirando às ações mais humanas de um indivíduo como o toque e o olhar nos olhos. Os avanços digitais são empolgantes e cheios de possibilidades, mas serão ineficientes se não tivermos em mente que a marca é uma pessoa falando para outra pessoa.

Por mais criativa que seja uma ideia, por estratégica que seja uma ação, os resultados não se tornarão sólidos se a comunicação não se adaptar às exigências desse tempo: ser cada vez mais humana, feita por pessoas e para pessoas.

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