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Impactos produtivos da comunicação interna

A comunicação interna é ainda um dos principais desafios encontrados nas empresas. Problemas recorrentes como a não circulação da informação de maneira transparente; o desconhecimento por parte dos colaboradores dos valores da empresa e a barreira cultural incrustada em alguns executivos alimentam adversidades derivadas da má comunicação interna.

Fonte de desmotivação, as falhas na comunicação podem inferir na relação direta entre colaborador e empresa; na comunicação entre setores e na imagem da empresa. Para a jornalista Carlla Fermino, ao passo que os funcionários não sentem-se parte da organização a qual representam, eles tendem a reduzir o rendimento e despreocupar-se com a imagem da corporação.

Segundo a especialista em Desenvolvimento Humano Organizacional e CEO da JoinTI, Julia Laitano, a resolução a entraves motivados pela má comunicação devem ser tratados com a transparência na comunicação; treinamentos e diretrizes que mantenham os colaboradores como participantes efetivos da empresa. “Ter uma comunicação eficiente independe do tamanho da empresa. Não adianta ter um quadro na parede com visão, missão e valores, eles precisam estar claros, fazer parte do dia a dia de todos os colaboradores”, complementa.

Para Julia, o momento é de reciclagem, “as empresas têm de ser atrativas aos colaboradores tanto quanto são para os clientes, por que o profissional é um cliente interno, ele também é consumidor e vai passar a imagem da empresa para os outros”. Ela salienta: “a forma como as empresas tratam seus funcionários impacta diretamente na forma como ela é vista socialmente. Hoje temos as redes sociais, e um desabafo coletivo pode mudar o posicionamento de como a empresa é vista pelo público.” comentou. Carlla corrobora, “se o funcionário não estiver motivado, ele não vai se importar com rendimento, muito menos com a imagem da empresa, e aí a crise que era interna pode se transformar em um problema externo”.

Gerenciamento de crise

Uma pesquisa realizada com trabalhadores brasileiros aponta que os “conselhos”, acentuados pelas profissionais, estão longe de serem seguidos. 35% das empresas não possuem um canal oficial de comunicação. Número esse que reflete na desinformação dos trabalhadores sobre os processos e atividades da empresa.

O número representa o sentimento de desalento dos colaboradores com seus postos de trabalho. Isso incide, entre outros tópicos, na desmotivação; procura por ambientes mais amigáveis de trabalho; baixa produtividade e por fim no mau atendimento do cliente externo. Por esse prisma Carlla comenta: “a má comunicação gera pequenos colapsos no dia a dia e quando não é resolvida, causa crises internas e externas”. Para ela investir na qualidade da comunicação é primordial para o colaborador sentir-se parte da equipe. “E, isso ocorre facilmente através dos canais de comunicação interna”. finaliza ela.

Comunicação e produtividade

Segundo reportagem da revista exame de 2012, cada colaborador americano produz cinco vezes mais que um brasileiro. Métrica de eficiência, a produtividade está intimamente ligada a motivação; informação; comportamento e tecnologia.

Desde a revolução industrial os processos estão cada vez mais automatizados e é nesse ponto onde aparece o maior gargalo do país. Segundo a reportagem a produtividade americana está relacionada a escolhas ao longo da história. A matéria destaca que as nações que tiveram maior investimento em educação, infraestrutura e em instituições de base forte possuem uma economia mais eficiente e consequentemente mais rica.

Para Julia, essa discrepância começa na escola. “Os americanos são culturalmente competitivos, e precisamos levar em consideração que eles têm empreendedorismo como disciplina na escola”, avalia ela.  Já o jornalista André Pegorer,  Fundador do NEX Coworking e  Inovação, aponta a educação como um desafio claro. “O modelo educacional brasileiro – público e privado -, salvo raras exceções, não prepara empreendedores. Você entra em uma faculdade e não é estimulado a correr riscos, a tomar decisões. Aí essa formação precisa vir depois e perdemos um tempo precioso”, conclui Pegorer*.

*Entrevista Cedida à jornalista Alloyse Boberg

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