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Do Marketing Digital à Comunicação Interna Digital

Marketing e comunicação são áreas pares. A segunda preocupa-se em falar internamente com as pessoas da organização, enquanto a primeira, externamente, com o público que se relaciona com a empresa no geral. Por sua matéria-prima principal ser a informação, ou o conteúdo, ambas acabam tendo, às vezes, pontos de contato e intersecção no trabalho, porém essas áreas de atuação têm pesos e importâncias diferentes dentro de uma organização.

Apesar disso, uma tendência vem surgindo no ambiente de trabalho: a transformação digital. Foi sobre esse assunto que a redação da Revista Cultura Colaborativa conversou com Amanda Silva, gerente de Marketing da SocialBase. Amanda explicou que essa transformação já chegou no marketing há algum tempo e tem poder para impactar diretamente outras áreas dentro de uma organização, como a Comunicação Interna.

Na entrevista, Amanda também explicou porque essa disparidade entre marketing e comunicação ocorre, e de que forma a comunicação pode aproveitar-se da tecnologia e usá-la como pilar estratégico para desenvolver o seu trabalho.

Cultura Colaborativa: Amanda, na sua visão, qual o papel atual que a Comunicação Interna ocupa dentro das empresas?

Amanda: Sempre vi a Comunicação Interna como um pilar muito importante do planejamento estratégico do negócio, pois é através dela que uma empresa alcança alinhamento, engajamento e, consequentemente, produtividade e competitividade no mercado. Mas atualmente vejo que um dos grandes desafios da Comunicação Interna ainda é se posicionar como estratégica dentro das organizações. As áreas de marketing também já passaram por um processo parecido onde eram vistas mais como fonte de custos e não um investimento, porque não estava tão claro como as ações de marketing impactavam em vendas. Vejo que hoje a comunicação não está sabendo evidenciar este ponto também.

Cultura Colaborativa: E como foi que o marketing conseguiu mostrar esse papel estratégico dentro das empresas?

Amanda: Com o marketing digital, a área viu uma oportunidade de mostrar o valor que agregava ao negócio. Isso porque o  marketing digital não trouxe apenas novas formas de nos comunicarmos com o público externo, mas também ferramentas que possibilitaram à área otimizar e mensurar esses processos. E foi justamente a capacidade de mensuração o que deu força para a área dentro das organizações.

Agora, a área de marketing consegue medir e compreender melhor o famoso ‘funil de vendas’. É possível, com a massa de dados disponibilizadas pelas plataforma sociais, medir, por exemplo, quantas pessoas – os leads – precisamos atingir para fechar uma venda, qual é a efetividade das ações e qual o potencial cada ação tem de trazer novos negócios. Foi assim que o marketing “conversou” de maneira mais direta com a organização, mostrando o seu impacto no faturamento de maneira direta e tangível, e é esse valor que a Comunicação Interna ainda não conseguiu entregar, apesar da sua importância.

Cultura Colaborativa: Então, esse reconhecimento obtido pelo marketing e almejado pela comunicação só foi possível com a adoção dessas tenologias?

Amanda: Esse novo modelo de fazer marketing é chamado de Martech pelo mercado, pela relevância que tecnologia e a metrificação possuem para ele. Além disso, esse modelo também trouxe uma nova demanda em termos do perfil dos profissionais de marketing. Por exemplo, agora a minha área precisa se dividir entre cientistas de dados, redatores incansáveis, publicitários super criativos e estrategistas.

É importante ressaltar que a tecnologia impacta diretamente não só o negócio, mas até os públicos com que uma organização precisa se relacionar. Posso usar como exemplo a nova forma de consumir, em que as pessoas passaram a utilizar a informação online para definir seu relacionamento e a tomada de decisão em relação às marcas e produtos. O Google chama essa etapa de compra online de zero moment of truth que, além de complexa, exige do marketing o uso definitivo de tecnologia como ferramenta de trabalho. É um caminho sem volta.

Cultura Colaborativa: E como você enxerga que essa revolução acontecerá para CI?

A revolução digital com suas redes, plataformas e aplicativos muda o modo como nos comunicamos dentro e fora das organizações. E por mais que a comunicação interna ocorra ainda de maneira muito analógica e por e-mail, o público interno urge por novos canais de comunicação, muito mais fluidos e centralizados, seguindo os padrões dos fluxos de comunicação que eles já estabeleceram fora do organiza… Para continuar a leitura do artigo, acesse a edição 18 da Revista Cultura Colaborativa: 

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