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Não há regras para criação de um planejamento estratégico. Há Caminhos!

[por Tânia D’Ávila via SuperStorm]

Quem nunca se deparou com artigos e notícias sobre como as marcas devem agir na internet? Conteúdos que dizem quais são “os melhores horários para se postar nas redes sociais” ou que contam as “10 regras para conquistar engajamento” são frequentes de se ver.

É claro que esses conteúdos são válidos. Mas são válidos como dicas e, o que percebo, é que diversos profissionais encaram essas informações como regras para se estabelecer uma estratégia.

Para se criar um plano estratégico há caminhos e metodologias, além de algumas condutas que devem ser levadas em consideração, mas isso é muito diferente de seguir regras. Se fosse assim, todos os planejamentos estratégicos seriam iguais e, automaticamente, deixariam de ser estratégicos.

Ao traçar uma estratégia de comunicação, é necessário conhecer o funcionamento dos canais que serão utilizados para que se possa pensar em ações que gerem resultado.

É de extrema relevância saber, por exemplo, que para se conquistar um bom alcance orgânico no Google é preciso, entre outras coisas, investir na produção de conteúdo para o site. Também é importante saber que, a partir do momento em que se ativa uma rede social, é necessário que haja monitoramento constante.

A partir desse conhecimento se elabora uma estratégia, mas não é porque uma marca posta dois artigos por semana em seu site, e alcança bons resultados, que essa frequência se transforma em uma regra para todas as marcas. Não é porque uma marca posta vídeos nas redes sociais, e conquista um excelente engajamento, que todas as marcas, de todos os segmentos, deverão agir da mesma forma. E, muito menos, não é porque oInstagram e o Twitter dão certo para determinadas marcas que, obrigatoriamente, todas deverão estar presentes nessas redes sociais.

Se estivermos falando de um portal, é natural que o número de postagens por dia seja maior. E é também natural que, em sua maioria, os conteúdos sejam em formato de link. Se estivermos falando de uma marca de produtos, que utiliza o Facebook para gerar vendas, é mais provável que os conteúdos sejam postados no formato de imagem.

Seguindo esses mesmos exemplos, talvez para a primeira empresa o Instagram não seja uma boa opção, mas pode ser viável que ela esteja presente no Twitter. Para a segunda empresa, o Instagram pode ser um excelente canal de divulgação.

A única maneira de se definir esses pontos – desde as redes sociais em que a marca estará presente até a frequência de postagens – é conhecendo o mercado/segmento, os concorrentes, o público que ela quer atingir, o produto/serviço que ela vende e, também, a plataforma dela – posicionamento, promessa, essência e filosofia organizacional. É principalmente esse último ponto que faz com que as ações de uma marca sejam diferentes das ações de seus concorrentes. Ou seja, mesmo para marcas que atuam no mesmo segmento, as estratégias podem ser completamente opostas – e, em ambos os casos, gerar resultados favoráveis.

É por isso que os estrategistas devem sempre ter um olhar analítico ao acessar os conteúdos que pregam as melhores maneiras de se conseguir um bom engajamento nas redes sociais. Uma coisa é entender as premissas dos canais, outra coisa é utilizar regras para traçar o comportamento da marca nesses canais. Essa última, como dito, só será possível definir após pesquisa e acesso às informações sobre a marca.

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