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Pesquisa: apenas 13% dos colaboradores estão realmente engajados

A força exponencial proporcionada pelo engajamento dos colaboradores é o que move empresas ao sucesso ou ao fracasso, e esta linha tênue entre os extremos depende da forma como as corporações tratam seus colaboradores.

A Elektro, por exemplo, melhorou seus indicadores tradicionais crescendo em mais de 30%  em eficiência e em quase 20% a qualidade dos serviços prestados, além de ter um índice de felicidade de 99,3% dos colaboradores – tudo isso graças à uma nova filosofia de gestão, que CEO da empresa, Márcio Fernandes, revelou ao Cultura Colaborativa.

Porém, essa não é a realidade da maioria das organizações no Brasil. De acordo com uma pesquisa, conduzida pela SocialBase, 20% dos profissionais não estão felizes onde trabalham e buscam novas oportunidades. Além disso, outros 49% apontam empreender ser seu próximo passo na carreira. Ou seja, 69% dos profissionais buscam se recolocar de outra forma no mercado de trabalho.

Esta falta de ‘fidelidade’ às empresas é sinal de que a maioria dos profissionais sentem-se desvalorizados nas organizações que, por outro lado, muitas vezes se dizem despreparadas para lidar com a situação. Segundo o estudo “Tendências Mundiais para o Capital Humano da Deloitte, 60% dos gestores de Recursos Humanos dizem não possuir programas adequados para medir e melhorar o engajamento dos funcionários nas empresas onde atuam. Por outro lado, a pesquisa destaca que apenas 13% dos colaboradores estão realmente engajados.

O estudo destaca que para reverter este número as organizações devem navegar em um novo mundo do trabalho, que requer uma mudança dramática em estratégias de liderança, talento, recursos humanos e comunicação com funcionários.

Leia também:
Por que engajar colaboradores gera melhores resultados” entrevista com Daniel Costa, especialista em Comunicação Corporativa e Endomarketing.  

Prejuízos de ter colaboradores pouco engajados

Os dados da pesquisa conduzida pela SocialBase, mostram também que cada vez mais as empresas estão se afastando do que os profissionais consideram importante, e a principal consequência disso é a fuga de talentos, fazendo com que o alto turnover seja o inimigo número #1 nas empresas.

Esta fuga, segundo a Deloitte, está endereçada à falta de lideranças qualificadas para gerenciar suas equipes. 86% dos entrevistados citaram o gap de liderança como ponto recorrente em suas empresas. No Brasil,  98% dos pesquisados afirmaram ser necessário desenvolver suas lideranças e 95% declaram estar insatisfeitos com os programas de retenção de talentos e engajamento oferecido pelas empresas.

Dados preocupantes para o engajamento. Isso porque, conforme o relatório da 1ª Pesquisa Nacional com a Média Liderança, realizada pela Agência Ação Integrada, 66% dos líderes atribuem a si o papel de principal canal de Comunicação Interna. Leia o resumo do relatório em “Média liderança: por que a comunicação com este público é importante ?

Além disso, uma Comunicação Interna ineficiente e líderes despreparados, além de favorecerem o baixo engajamento,  também trazem outros problemas como: baixa produtividade, problemas de gerenciamento de projetos, cultura e o clima organizacional tóxicos – e tudo isso influencia diretamente nos resultados da organização.

O caminho para aumentar o engajamento interno

Segundo o coach Riccardo Oliveira, em entrevista ao Portal Administradores, o caminho para melhorar o engajamento é entender por que as pessoas estão ou não comprometidas. Além disso, aponta ele, “na raiz deste problema estão a falha de comunicação na hora de selecionar as pessoas, o foco distorcido do profissional e a liderança pouco desenvolvida nas empresas”.

Neste sentido, os líderes são o espelho da corporação, e seus comportamentos são refletidos em seus colaboradores. Por isso, executivos e líderes precisam ver a colaboração e engajamento como um ponto crucial na gestão. Isso faz com que os funcionários atuem da mesma maneira, seguindo o padrão de comportamento do líder.

Além disso, a boa Comunicação da liderança, por meio de canais efetivos que favoreçam a colaboração de forma fácil e menos hierarquizada transforma o ambiente de trabalho, deixando-o mais dinâmico e horizontal, promovendo diálogo com os colaboradores e, consequentemente, um maior engajamento.

Leia também:
Como engajar equipes usando uma Rede Social Corporativa para Comunicação Interna

Com base em todos os apontamentos das pesquisas citadas e todo o aprendizado que acumulamos trabalhando para uma Comunicação Interna de sucesso na SocialBase, é possível perceber que o diálogo interno é o principal método para aumentar o engajamento e o comprometimento das pessoas com a organização. E isso está intimamente relacionado com as lideranças, as ferramentas de comunicação e a cultura da organização.

O simples ato de ouvir os colaboradores – quem são, quais são as dores deles, qual informação eles precisam para tomar decisões? – está diretamente ligado ao sentimento de pertencimento e propósito. Neste caso, um ambiente que favoreça o desenvolvimento dessa relação empresa-colaborador, seja por meio do RH ou da Comunicação Interna é a chave para transformar os índices de engajamento (e os resultados) de qualquer organização.

Compartilhar conhecimento para gerar engajamento

Ainda segundo a pesquisa realizada pela SocialBase, 82% dos entrevistados consideram precisar de líderes inspiradores. Esse comportamento da liderança, é extremamente relevante para manter times integrados e favorecer até a colaboração.

Neste sentido, programas de compartilhamento de conhecimento – além de reconhecimento interno e ações de endomarketing – fazem com que os colaboradores tenham um maior interesse na organização, entendam melhor seu propósito ali e encontrem valor no trabalho,  consequentemente melhorando seu engajamento.

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