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Pesquisa aponta que profissionais têm preferência por horários flexíveis e trabalho em home office

De acordo com dados do mercado norte-americano, há pelos profissionais uma preferência pela informalidade. 40% dos entrevistados assumem preferir trabalhos temporários, freelas ou contratos independentes. Além disso, 92% sentem-se mais a vontade em ambientes compartilhados de trabalho (coworking). Segundo a análise, os norte-americanos conseguem maior interação e concentração em ambientes mesclados.

Já no Brasil há, segundo pesquisa* realizada pela SocialBase, um movimento crescente de profissionais liberais. 59% dos entrevistados afirmam que suas empresas costumam contratar freelancers para suprir variadas demandas.

Emília Chagas, CEO da Contentools, corrobora: “Quando temos demandas pontuais ou sazonais que não são parte do core-business, faz mais sentido contratar freelancers. No nosso caso, recrutamos para o time profissionais para vagas permanentes. Quando temos demandas que oscilam ou projetos com começo-meio-e-fim destinamos as oportunidades a profissionais autônomos e/ou consultores”.

Para Emília, a contratação de freelancers supre uma lacuna no mercado que ocorre de ambos os lados. “O redator e/ou editor profissional está no mercado e possui tempo extra para dedicar a demandas recorrentes (mas não necessariamente quer prospectar clientes e lidar com os trâmites de uma contratação, cobrar pagamentos, etc.). Do outro lado, a empresa tem demanda por produção de conteúdo para seu blog, redes sociais e/ou materiais ricos e prefere acessar uma base de profissionais selecionados em vez de investir tempo para prospectar, certificar e treinar esses profissionais que os atenderão remotamente,” explica.

A jornalista Karina Pizzini analisa o trabalho de freelancer como a oportunidade de atuar em diferentes projetos, ampliando a área de conhecimento e o networking e, sobretudo, aumentar a renda mensal.

Vinícius Castro, gerente de marketing, completa: “A principal vantagem é poder aumentar o faturamento mensal, mas além disso aplicar novas tecnologias em um projeto freelancer costuma ser mais fácil do que em um trabalho formal. Outras vantagens são horários flexíveis e disponibilidade para trabalhar remotamente”.

Para ambos os profissionais, um problema recorrente é a demora para o fechamento do freela, fato que interfere diretamente no prazo da execução do trabalho. “Eu particularmente tive poucas oportunidades para trabalhar como freelancer. Aquelas que me apareceram exigiram cumprimento de horas em horário comercial, inviável para mim, que tenho um trabalho formal”, conclui Karina.

Do outro lado, 61% dos profissionais brasileiros, ao contrário dos americanos, sentem-se confortáveis em escritórios tradicionais. No entanto, havendo a possibilidade de escolha, 49% preferem o trabalho em home office.

Para o jornalista Lucio Lambranho, uma das vantagens do home office é o menor desgaste nos deslocamentos (principalmente em cidades com problemas de mobilidade urbana), a redução dos custos de produção – sem o ônus do transporte coletivo e individual e a maior convivência com a família.

Por outro lado, relata Lambranho, “a parte que às vezes complica é que para quem tem filhos pequenos pode ser ruim, pois é difícil convencer os baixinhos que mesmo estando em casa você está trabalhando”. Ele dá um exemplo pessoal: “Como não tinha uma separação completa, apesar de ter um escritório na área de serviço, meu filho entrou na sala e atrapalhou conversas por telefone. Isso no começo era meio constrangedor, mas muita gente entende que este tipo de trabalho já é comum. A dica é separar bem o local de trabalho em casa, mas o resto acho que é só lucro”.

Pesquisa

Outros pontos avaliados demonstram uma preferência por parte dos profissionais por horários flexíveis de trabalho (75%), a predominância de jovens 20 a 30 anos no mercado (75%), ou seja, a geração y e millenium, aparentemente, já dominam o mercado, antecipando-se a um estudo da Oxford Economics que previa essa “invasão” para 2017.

Ainda foi apontado pelos entrevistados um descontentamento com a remuneração. Apenas 36% estão satisfeitos com a contrapartida paga pelo seu trabalho. Essa insatisfação é confirmada por 49% dos entrevistados, que afirmam ver-se fora do mercado tradicional nos próximos anos.

*Na pesquisa, por amostragem, foram entrevistados 59 profissionais, nos estados de Santa Catarina e São Paulo, entre 13 e 19 de janeiro de 2015.

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