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Pesquisa: estou no emprego certo?

Você está na profissão certa? Na empresa certa? Quantas vezes você já refletiu sobre estas questões ou versões similares a ela e não chegou a uma conclusão? A boa notícia:  você não é o único, a má: segundo pesquisa realizada pela SocialBase, 33% dos brasileiros estão insatisfeitos com sua profissão.

Embora, 66% dos entrevistados afirmem atuar na área na qual são formados, 63% deles salientam que mudariam de profissão. Contudo, entre o desejo e a prática há uma lacuna de 15%. Annelise Gripp, consultora de Gestão de Pessoas, explica que esse gap surge por vários motivos, que variam desde o medo de arriscar até o conformismo.

A análise da profissional é comprovada pela pesquisa. Embora 60% declararem estar satisfeitos com a profissão – contrariando o número anterior -, outros 40% dizem não mudar de profissão por salário (15%), comodismo (2%), medo de arriscar (15%) ou por não terem encontrado o que realmente sentem prazer (8%).

Annelise comenta que é comum encontramos pessoas insatisfeitas com a escolha da carreira, porém o perigo está no que ela chama de “tomates podres” – profissionais insatisfeitos com a ocupação e o emprego, que permanecem durante longos períodos nas mesmas empresas e acabam prejudicando a produtividade de todos. Para ela, este é um dos piores perfis, e ao serem identificados se não for possível recuperar o ideal é exterminá-los para que toda a operação não seja infectada.

Por outro lado, há profissionais que insatisfeitos com a escolha buscam novos horizontes na profissão. É o caso de Vanessa Eufrásio, analista de marketing da SocialBase. Formada em desenvolvimento web, a profissional está entre os 52% que afirmam ter mudado de profissão. Para ela, a mudança ocorreu pela falta de identificação com a área.

A falta de identificação é, segundo Annelise, uma das principais ‘dores’ mencionadas por profissionais que procuram o coaching. Segundo ela com o passar do tempo, se a profissão não é o que gostamos de fazer é comum se cansar dela. “Isso vai despertar a vontade de trabalhar com outras atividades, de descobrir novos conhecimentos, novas técnicas e práticas. Geralmente, essa mudança ocorre quando estamos mais maduros, sabendo o que queremos e o que não queremos”, finaliza.

Emprego

O reflexo desta percepção é percebida na pesquisa. 50% dos entrevistados declaram insatisfação com seus postos de trabalho e 90% apontam desejo de mudança. Destes profissionais, 9% declaram o conformismo como barreira à mudança; 32% o salário; 18% dizem ter medo de arriscar e 41% tencionam se manter nos atuais empregos.

Yuri Reis, analista de suporte da SocialBase, engorda a estatística dos profissionais que descontentes com o emprego e carreira mudaram completamente suas vidas. O analista que atuou durante 4 anos na linha de frente do varejo resolveu mudar, pois não sentia-se motivado.

De acordo com ele, durante muito tempo o comodismo o manteve estagnado no emprego e profissão anteriores. “Não havia medo de arriscar, era levado pela inércia. Acredito que a maioria das pessoas faz isso, seguem inertes até surgir um momento de estalo”. explica.

Há pouco mais de seis meses atuando na área de tecnologia, ele salienta estar feliz com a nova escolha e pretende seguir carreira. “Tenho uma rota traçada, não pretendo mudar de área, mas quero ser dono do meu próprio negócio, gerir minha própria equipe de TI”, comenta ele.

Pesquisa

infografico

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Colaborou com a pesquisa: Kelly Maia

 

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