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Por que é difícil confiar em líderes

Dinâmico, o mercado está em franca metamorfose e acompanhar essa mudança é essencial à sobrevivência, entretanto, segundo Glenn Llopis, Opportunity Expert, muitos líderes não estão  acompanhando-a com a mesma velocidade. Para Llopis, eles precisam começar a arregaçar as mangas, sujar as mãos e aceitar o fato de que para liderar durante tempos de constante oscilação e incertezas é preciso ser corajoso o suficiente para enfrentar os problemas de frente. Confrontar as realidades do negócio – e as pessoas associadas a ele – é a única forma de saber como tomar decisões estratégicas para conduzir as demandas do mercado de trabalho.

Para Llopis, alguns gestores se tornam  não confiáveis por esperar muito tempo para agir. “Muitos líderes não têm instintos de sobrevivência e, portanto, não estão familiarizados à mentalidade, atitude e ações necessárias à transição de uma liderança de linha de frente. Quando os instintos de sobrevivência são deixados de lado, é preciso familiarizar-se as necessidades e demandas em um cenário evolutivo – que exige aos gestores serem mais responsáveis, confiáveis e seguros do que nunca. Liderar está cada vez mais complexo e as regras ao envolvimento nas empresas mudam radicalmente. Consequentemente, as normas operacionais de ontem – as melhores práticas; vantagens competitivas; inteligência e know-how - não são mais tão eficazes quanto costumavam ser. No entanto, alguns líderes continuam a desempenhar um jogo de negócios ultrapassado, que faz com que seus princípios de liderança, decisões e perspectivas sejam análogas e cada vez menos confiáveis.” crítica Llopis.

Esse cenário “predador” está deixando muitos gestores perdidos e sem amarras para enfrentar essa nova proposta de trabalho. Faltam a eles clareza de propósito para liderar e a consistência para manter o curso e a coragem de desafiar o status quo.

Para você continuar a sua jornada e tornar-se um líder mais transparente, eficaz e responsável, estar ciente de suas dificuldades e entender quais delas causam ruídos, dificultando o entendimento e a confiabilidade junto a seus colaboradores é o primeiro passo.

Conheça alguns impedimentos que segundo Llopis, destroem a confiabilidade de qualquer líder:

  • Falta clareza de propósito
    É difícil confiar e contar com líderes que comunicam suas expectativas em termos genéricos em vez de forma direta e clara que os matêm responsáveis. Mais líderes estão se tornando seguidores, porque não podem enfrentar a realidade de que estão mal preparados para lidar com um cenário de mudanças.Sem clareza de propósito, não é possível unir equipes. Isso é um sinal claro de que você perdeu o jogo – e que faltam a você, até mesmo os fundamentos básicos para ser um líder do século 21.

    Liderança não é apenas um papel e uma responsabilidade, é um conjunto de habilidades e características que devem ser centrados sobre como ativar o potencial de seus colaboradores e da organização que lidera. Quando a clareza de propósito não está faltando, você tem a capacidade de guiar sua equipe a pleno potencial.

  • Falta de consistência e foco
    Atualmente há muitos líderes que caminham para onde o vento sopra. Esta falta de consistência e foco torna impossível ser confiável. Esses gestores podem fazer a transição rápida do lógico para o ilógico em seu pensamento e raciocínio crítico. Atitude que torna ainda mais difícil confiar em sua capacidade de julgamento.Sem consistência e foco é impossível identificar e manter o curso de gestão de mudança. Talvez isso explique por que mais líderes estão tornando-se mais reativos do que proativos. A falta de consistência e foco são sinais óbvios de que um gestor não possui habilidades de sobrevivência – e, certamente, não tem a perspectiva do imigrante na liderança empresarial – immigrant’s on business leadership (facilitadores do crescimento do negócio e inovação).
  • Falta coragem para evoluir
    A vontade de fazer o trabalho da melhor forma possível é um dos “ingredientes” obrigatórios ao sucesso de um líder confiável. Infelizmente, destaca Llopis, “nunca veremos isto como um requisito a uma vaga de trabalho (este é um exemplo de como out-of-touch as corporações se tornaram)”.Sem estratégia, a mudança é apenas substituição, não evolução. Muitos líderes não têm coragem de evoluir, porque há medo de manter-se responsáveis a mudar. Na verdade, a maioria não confia em si mesmo o suficiente para definir a sua estratégia à transformação. Acredite: um bom líder sabe quando é hora de se reinventar. Mas porque eles não acreditam na valoração dessa mudança e/ou não estão dispostos a investir nela e se reinventar, eles não agem – e, assim, as consequências negativas são abundantes.

Se você não tem a coragem de evoluir continuamente, não se torne um líder.

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  • Falta de preparação e atenção aos detalhes
    Com todas as políticas e ruídos que rodeiam os gestores no local de trabalho, eles são suscetíveis a maus hábitos – sendo dois deles – a falta de preparação e a desatenção aos detalhes. Basta observar que alguns deles raramente tomam notas em reuniões, falta engajamento real para simplesmente desempenhar o papel de um líder posicional (alavancando o título).Eles podem oferecer comentários ocasionais – mas raramente com a mentalidade de preparação e prestação de contas.Estes líderes vão de reunião em reunião durante todo o curso de sua jornada. Com o tempo eles começam a perder o controle de seus compromissos – o que prometeram e/ou foram responsáveis a fazer para assegurar resultados tangíveis (que seus empregados foram dependendo e dependentes de seu líder para entregar).

    Como é esperado, líderes precisam fazer mais com menos, no entanto alguns esquecem de planejar e dar a devida atenção a detalhes ao longo do caminho.

    Infelizmente, muitos dos líderes de hoje, nos lembram que os princípios orientadores da grande gestão foram perdidos e sua falta de preparação o enfraqueceu ainda mais. Talvez isso explique por que muitos cometem erros em sua busca para inspirar os outros – apenas perpetuam insegurança.

  • Agenda
    Para muitos gestores, liderar tornou-se um jogo político empresarial – e não sobre  responsabilidades em guiar pessoas, equipes e organizações. Mais líderes estão revelando suas verdadeiras intenções de realizar suas metas individuais para acelerar e alcançar suas aspirações de carreira. Suas prioridades estão incorporadas em avançar com a sua própria agenda de liderança.Eles são igualmente conscientes a quais outras devem apoiar, a fim de avançar a sua própria.É por isso que você vai encontrar gestores que exercem influência, entre outros – apenas para manipulá-los afim de apoiarem a sua agenda de importância pessoal.“Como eu disse: ‘um líder pode ser seu amigo, e no dia seguinte o seu inimigo. Como tal, um dia, um líder pode estar presente, e no dia seguinte eles desaparecer – longe de ser encontrado – apenas para reaparecer quando é necessário alimentar a sua agenda – ao invés do cronograma geral, focado na melhoria sustentável da empresa.’” afirma Llopis.

Embora soe alarmista, esta é, segundo Llopis a realidade. Para ele muitos funcionários não externam o que pensam sobre seus líderes, pois não sentem-se seguros ao falar com eles e temem as potenciais consequências de evidenciar opiniões.

Talvez ter essa discussão possa ser mais objetiva do que você imagina. Você pode descobrir mais sobre seus funcionários e sobre a organização que você trabalha por colocar as coisas na mesa e ter uma conversa transparente com todos. No mínimo, os funcionários não merecem ser surpreendidos por agendas de seus líderes e devem estar mais bem informados sobre onde eles se encaixam e o que isso significa.

“A imprevisibilidade e a falta de preparação de gestores no ambiente de negócios em rápida evolução faz com que seja extremamente difícil confiar em qualquer pessoa ou líder. Eu certamente não estou tentando ser pessimista, mas sim realista. Meu otimismo me permite esperar que os líderes irão injetar-se uma dose, muito necessária, de responsabilidade – uma que vá obrigá-los a verificar os seus egos na porta, cavar fundo em suas almas e procurar a capacidade mental e estratégica para tornar as coisas melhores para a organização e às pessoas que lideram. Estou simplesmente apontando as coisas que as pessoas estão pensando, mas que poucos estão agindo”.  Glenn Llopis

Fonte: Forbes

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