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Por que recrutar pessoas com altos níveis de Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional é um conceito muito falado, porém pouco conhecido. Na entrevista que realizamos¹ com o professor da Universidade de Yale e um dos criadores do conceito, David Caruso, perguntei para ele: “Dr. Caruso, você acha que o conceito da Inteligência Emocional é uma moda?”. Ele respondeu: “Se tivesse perguntado nos 10 primeiros anos em que o conceito foi desenvolvido poderia ter falado que sim; mas agora, após 20 anos do descobrimento, não pode ser considerado uma moda e sim uma realidade”.

Um dos maiores aprendizados que já recebi veio do meu mentor Santiago Vázquez. Ele me disse: “Uma boa seleção é a chave para um negócio bem sucedido”. Como fala o CEO da Capital One, Richard Fairbank “A maior parte das empresas utilizam 2% do seu tempo recrutando, e 75% do tempo gerindo seus próprios erros de recrutamento”. O CIPD vai além, e quantifica o custo que existe no mercado Inglês ao recrutar a pessoa errada: £8.200.

E se perguntarem o que tem a ver Inteligência Emocional com o recrutamento? Poderíamos dizer que vão ao encontro uma da outra. Os três motivos fundamentais para recrutar pessoas com altos níveis de Inteligência Emocional são os seguintes:

  1.    Predição de um melhor desempenho futuro: De acordo com Daniel Goleman, o sucesso na carreira depende mais da Inteligência Emocional que o Quociente de Inteligência (QI). Os resultados de seus estudos indicam que até 66% do sucesso no trabalho depende da Inteligência Emocional e chega a 85% quando o profissional lidera pessoas.
  1.    Retenção de talentos e desenvolvimento de melhores líderes: Tendo em conta que o tempo que um funcionário permanece na empresa é determinado por sua relação com seu supervisor imediato, é necessário atrair e reter pessoas com altos níveis de Inteligência Emocional que como líderes possam inspirar e reter esses talentos.
  1.    Melhora nos resultados financeiros da empresa: As pessoas com níveis mais altos de Inteligência Emocional têm capacidade de estimular e criar melhores ambientes de trabalho. Considerando que existe uma correlação positiva entre clima laboral, desempenho e resultados financeiros das empresas, é fácil entender o impacto destes profissionais nas organizações em que trabalham.

E como avaliar e mensurar em uma entrevista estes fatores? Os três modelos de Inteligência Emocional mais importantes do mundo (o MSCEIT do próprio Caruso, Mayer & Salovey; o ECI de Goleman & Boyatzis e o EQ-i de Reuven Bar-On) dão um suporte teórico para avaliar os diferentes fatores da Inteligência Emocional como a empatia, o otimismo ou o trabalho em equipe. Os modelos de entrevistas comportamentais ajudam a avaliar com maior precisão e assertividade esses fatores.

Por estas razões, como responsáveis de Recrutamento e Seleção temos a responsabilidade de medir os diferentes fatores de Inteligência Emocional que diferenciam os excelentes dos bons profissionais. O sucesso das nossas empresas está em jogo.

¹ Entrevista realizada em colaboração, e graças a AEDIPE Galicia(Associação Espanhola de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas)

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  • Javier Cebreiros

    Excelente artigo.

    • Julian Lorenzo Farrapeira

      Muito obrigado!

  • Parabens Julián! Ficou muito legal :)

    • Julian Lorenzo Farrapeira

      Valeu Bruno!