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Privacidade em redes sociais corporativas

É evidente que uma rede social corporativa aumenta o engajamento e a colaboração dentro da empresa, mas até que ponto é viável monitorar redes sociais sem invadir a privacidade dos usuários? Esse tipo de ferramenta mantém algumas restrições e qualidades específicas de acordo com as prioridades da empresa, mas ainda assim requer acompanhamento constante. Zelar por debates construtivos e pelo bom funcionamento do ambiente virtual é fundamental para bons resultados. Antes de implementar o sistema em uma corporação, é importante definir um regulamento de uso e políticas que garantam a privacidade em redes sociais corporativas. Ninguém gosta de ser vigiado ou ter seus dados expostos. Nesse texto, falaremos com detalhes sobre privacidade em redes sociais corporativas.

Em primeiro lugar, o “corporativa” não está no nome dessa solução à toa. Por definição, ela é um sistema privado, controlado pelos gestores, com características e recursos dos sites de relacionamentos, alinhado aos objetivos da empresaEla não foi feita para a discussão de assuntos pessoais. Para assuntos particulares, é preferível usar outro tipo de ferramenta, fora da rede social corporativa.

Outro ponto importante é a criação de uma política de uso e privacidade da rede. Quando o sistema amadurece e tem adesão de mais colegas, é importante documentar algumas orientações e boas práticas para a convivência saudável dentro da ferramenta. A divisão entre assuntos pessoais e profissionais, por exemplo, pode constar nesse material de referência.

A corporação deve deixar claro para os funcionários que monitorar redes sociais não é sinônimo de invasão de privacidade. Acompanhar o feed de notícias, comentários e debates em publicações é uma excelente forma de receber um feedback sobre o andamento da empresa e o uso da ferramenta.

Se você deseja fazer um acompanhamento saudável das redes sociais corporativas, separamos quatro dicas para ajudá-lo nessa tarefa:

  • Medir a taxa de engajamento: o engajamento pode ser medido de diversas formas dentro de uma rede social corporativa. Inicie pela mais simples e calcule o número de visitas diárias do usuário ao sistema. Nesse modelo, o indicador consiste na divisão entre quantidade de usuários que entraram na RSC e o total de perfis cadastrados. Depois disso, junte outros conceitos a essa métrica, como a quantidade de curtidas, comentários e compartilhamentos.
  • Monitorar o conteúdo: há fatores mais subjetivos que precisam ser acompanhados. O teor dos textos, por exemplo, precisa ser avaliado pelo grupo gestor da rede. Se há muitas publicações de comentários polêmicos e que denigrem a companhia, vale a pena conversar com o responsável pelas informações e apurar o que está acontecendo.
  • Manter suporte técnico: é fundamental garantir que haja suporte técnico capaz de monitorar o uso da rede social e de sanar qualquer dúvida ou problema dos usuários
  • Mapear setores que não aderiram: você precisa conhecer bem o perfil das pessoas que não estão interagindo. Em alguns casos, a limitação pode ser até técnica: um departamento específico pode ter problemas para acessar a ferramenta, por exemplo. Ao fazer esse monitoramento, você pode descobrir setores ou grupos com muitas restrições às políticas de comunicação interna que você pratica. Nestes casos, vale a pena procurá-los, ver suas demandas e problemas.

Tem alguma sugestão para ajudar no monitoramento? Compartilhe sua ideia no campo de comentários.

Foto do topo: Petr Šmerkl, Wikipedia/CC

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