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Redes Sociais Corporativas e a Comunicação da Liderança

Escrito em coautoria com Patrícia Silva*

A habilidade dos líderes de comunicar tem grande influência no processo de gestão de pessoas e alcance de resultados de uma empresa. Desenvolver essa competência pode ser um processo complexo, porém é importante. As redes sociais corporativas, além de contribuir para uma comunicação mais fluída dentro da organização, podem ajudar na evolução dessa trajetória,  criando uma forma mais dinâmica para a liderança atuar e se relacionar com seu time.

No ambiente de trabalho, os líderes formam a percepção de sua equipe não por meio de competências técnicas relacionadas à sua área de atuação, mas, principalmente, pela maneira com a qual se expressam, transmitem mensagens e compartilham sua visão. Para reforçar essa ideia podemos destacar alguns dados:

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Basta dedicarmos um pouco de atenção à análise do nosso ambiente que constataremos a responsabilidade, principalmente da  média liderança (encarregados, supervisores, coordenadores e gerentes) na composição dos indicadores de desempenho de uma área, que precisa estar motivada e produtiva. Isso acontece porque este nível de liderança é o que está em contato direto e diário com as equipes, sendo fonte de referências, respostas e inspiração. Por isso também a comunicação precisa ser mais efetiva nesse nível de relação.

No entanto, é comum encontrar nos mais diferentes diagnósticos das organizações, quando são feitas pesquisas de clima organizacional, cultura, entrevistas de desligamento e avaliações 360°, que a comunicação dos líderes é um dos principais pontos de melhorias apontados pelos funcionários, o que impacta diretamente no alinhamento estratégico e nos resultados como um todo.

Recentemente, a GateHouse (uma das maiores consultorias de comunicação interna do Reino Unido) divulgou a 8ª edição da State of the Sector – Internal Communication & Employee Engagement, (em português: Status do Setor – Comunicação Interna & Engajamento dos Empregados) pesquisa realizada em novembro de 2015 com 372 profissionais de Comunicação Interna (CI) de cerca de 300 organizações de 70 países, todos da América do Norte e Europa.

Dentre as diferentes conclusões apresentadas, 59% dos entrevistados apontaram que há uma deficiência nas habilidades de comunicação do nível gerencial. Se as habilidades comunicativas dos líderes foram apontadas como principal barreira ao sucesso da comunicação interna esse  fato não pode ser ignorado das estratégias da empresa.

O que acontece quando o líder não se comunica

Quando a comunicação da liderança não funciona as consequências são desastrosas, e os problemas podem estar em diferentes etapas do processo comunicativo: os líderes podem não saber comunicar, os funcionários podem não estar engajados a ouvir

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 A liderança foi promovida a sua posição por suas qualidade técnicas e não teve seu potencial comunicativo desenvolvido. Dessa forma, pode não saber traduzir as expectativas para o time. Ou pior ainda, ela pode saber repassar informações, mas pode não saber ouvir, ou oferecer a abertura necessária para que sua equipe se comunique.

Os funcionários podem não estar engajados Os funcionários podem não estar engajados

 Isso pode acontecer se o discurso comunicado pelos líderes não está traduzido na prática do dia a dia. Ou se a empresa não consegue passar com clareza para a liderança – e consequentemente para a equipe – o porquê do trabalho, qual é o seu propósito.

As ferramentas e canais de comunicação não suprem as necessidades da empresa As ferramentas e canais de comunicação não suprem as necessidades da empresa

 A comunicação interna da empresa pode estar dispersa em ferramentas que não são atrativas e não cumprem seu papel de levar as informações que são importantes, tanto para os líderes quanto para os empregados. Assim, o fluxo de comunicação fica disperso, sem coerência.

Para contornar essas questões e resolver o problema da comunicação da liderança, a área de comunicação interna da empresa precisa atuar com seus recursos e habilidades, ajudando a mudar este cenário e  construindo ações efetivas que revertam essa realidade.

A área pode assumir um papel mais ativo e protagonista no desenvolvimento das lideranças para que esta linha de frente esteja preparada e fortalecida o suficiente para evitar a disseminação dos ruídos e fortalecer a cultura organizacional. Cabe ao time de CI, com o apoio de áreas como Recursos Humanos e/ou Endomarketing, contribuir com o desenvolvimento destes líderes e fornecer as ferramentas necessárias para que a comunicação interna ocorra de maneira efetiva em todas suas vertentes.

E o que as redes sociais corporativas têm a ver com isso?

Pode existir uma relação mútua entre a liderança e essa ferramenta para que ambos sejam ‘players’ eficazes na empresa. A plataforma pode ajudar líderes a estabelecerem um processo comunicativo mais simples, direto e amigável, principalmente com funcionários mais jovens, ou em empresas que são descentralizadas e tem empregados em home office ou em atividades externas.

Os processos de comunicação interna com os empregados que também envolvam endomarketing e endobranding, como ações de reconhecimento, alinhamento, comunicados institucionais e campanhas, por exemplo, também podem ser ‘migrados’ para essa plataforma, sendo apresentados de uma maneira mais atrativa e centralizada neste canal, a partir do momento que a rede social interna seja adotada para a comunicação interna.

Ao mesmo tempo, para a consolidação da ferramenta dentro da empresa, é fundamental que a liderança seja um usuário fiel da plataforma. Enquanto influenciador, a presença do líder na rede aumentará o engajamento dos demais colaboradores e a credibilidade das informações postadas.

A importância da liderança na comunicação já é um fator reconhecido dentro de muitas organizações, e também os problemas existentes nesse nível de relação dentro das empresas podem não ser novos, mas existem novas soluções. A tecnologia das redes sociais corporativas pode ajudar a gestão no processo de liderar, além disso desenvolver nos colaboradores as habilidades desejadas para atingir os objetivos da organização, o sentimento de motivação, paixão, realização e reconhecimento de uma maneira mais leve e que os mantém mais engajados.

Essas redes oferecem à liderança a oportunidade de se comunicar de maneira mais aberta e direta, integrando de maneira mais horizontal com a equipe. Além de tornar os comunicados oficiais mais interessantes, melhorando e promovendo diálogo e interação de grupos e entre equipes, promovendo uma cultura de colaboração e compartilhamento de conhecimento.

*Patrícia é jornalista que se enveredou pela comunicação corporativa e tem se apaixonado pela relação entre comunicação e liderança.

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