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Sua comunicação pode ser bem mais simples, ou não?

Como melhorar a comunicação na sua empresa? Você estava pensando nisso? Pois, seus problemas acabaram! Ou ao menos, pretendemos que eles sejam minimizados.

Partindo de uma análise morfológica da palavra, encontramos a origem da comunicação no Latim ‘communicare’, e alinhados a ela os significantes: ‘tornar comum’, ‘partilhar’ e ‘conferenciar’. Deste modo, entende-se a comunicação, pela pressuposição à emissão de uma mensagem individual ao coletivo, porém ela não se esgota neste conceito, uma vez que é possível comunicar-se sozinho.

Segundo o filósofo francês, George Bataiile, a comunicação é um processo que não se finda, pois ela acontece a partir da contestação da mensagem emitida, e assim por diante (réplica e tréplica). Em outras palavras, se a mensagem repassada é aceita na sua completude pelo receptor, não houve comunicação. Mas apenas a entrega da mensagem.

É neste ponto que reside o principal erro do emissor, pois uma vez interpretada que a mensagem obteve sucesso, uma série de leituras são ignoradas. Exemplificando, emite-se: banana. Entende-se: melancia.

A “brincadeira” pode parecer frugal, mas, ao fazer uma breve reflexão, quantas vezes você já ouviu alguma palavra e a entendeu completamente fora do contexto? Perceba, estamos trabalhando com o conceito de completo revés a mensagem repassada. Há ainda o mais grave: a interpretação, esta subjugada pela bagagem de cada receptor. Isto é: cada receptor entende a mensagem de acordo com as suas necessidades, orientando-se pelos conhecimentos que possui. Logo, não floreie sua comunicação, ela precisa estar adequada (primeira dica) a linguagem do seu público alvo. Lembre-se, comunicação significa tornar comum.

A comunicação falhou, de quem é a culpa?

No entanto, mesmo com tudo “certo”, as coisas podem estar erradas. Façamos um exercício, você tem em mãos a última novidade em tecnologia à comunicação. Todavia, seu público desconhece os objetivos da organização, e os departamentos se dividem em Starks e Lannisters, ou seja,  alguém perde a cabeça e instaura-se o caos.

Logo, onde está o problema? (5s pra responder, tempo …).

Nada pessoal, mas o problema está em você! Sim, a culpa é sua. Como gestor de comunicação, uma de suas responsabilidades é entender onde estão as lacunas e preenchê-las, antes que se inicie a tormenta de espadas.

Viviane Mansi, gerente global de comunicação interna da Votorantim Cimentos, salienta que em casos, como o descrito acima, talvez, seja necessário dar (segunda dica) “alguns passos para trás e explicar as pessoas o que é comunicação. Além disso, é preciso lembrar que cada empresa possui suas peculiaridades e tem necessidades específicas de comunicação. É trabalho do comunicador tentar entender onde é preciso contribuir mais”, pontua ela.

Este conselho é de alta valia, pois, muitas vezes, devido as atribulações diárias não percebe-se o óbvio. E o que era apenas um cruzador espacial torna-se uma estrela da morte – e, acaba destruindo toda uma estrutura de trabalho, antes mesmo que você possa dizer macarrão.

Para que isso não ocorra, e o que está em suas mãos perca-se além muralha, você pode escalar algumas ações simples que podem extrair grandes resultados.

  • Lembra da primeira dica? “Entenda qual a linguagem de seu público”: Segmentar a comunicação de acordo com a necessidade de cada público transmite a sensação de pertencimento e proximidade. O que gera maior engajamento e produtividade. Leia mais nesta entrevista;
  • Deixe claro o que a empresa espera de seus colaboradores: Ter transparência na comunicação é essencial para que haja um diálogo, crescente e produtivo, onde todos participam, dão ideias e compartilham conhecimento extra-empresa;
  • Missão, Visão, Valores: Estes três elementos devem ser o guia da empresa. Se seus colaboradores sabem pra que lado ir e por que devem remar para lá, eles terão prazer em unir forças para chegar ao objetivo;
  • Inove sempre que possível: inovar é preciso em todos os sentidos, não apenas no quesito produto ou serviço – em busca de uma nova fatia de mercado -, mas nos processos, tratativas com colaboradores e na comunicação. Lembre-se, comunicar significa tornar comum. Logo, se não há consenso ao significante, não há comunidade.
  • Ouça: De poderes a seus colaboradores, deixe que eles participem dos processos de tomada de decisão e de construção de novas ideias à empresa. Jaime Cohen Szulc, presidente da Goodyear América Latina, salienta: “a ajuda pode vir dos lugares menos inesperados, um estagiário, de um companheiro, do motorista, da pessoa que limpa o chão, do seu chefe ou até da concorrência”.

No entanto, nenhuma destas ações surtirá efeito se não houver valorização da pessoa. Para Kelly Cortes, superintendente da Call Tecnologia, o segredo à retenção de talentos, engajamento, produtividade e apoio à empresa é o reconhecimento. ”Do ponto de vista organizacional é um fortalecimento das relações, pois as pessoas embora desenvolvam vários papéis são pais, mães, amigos, ou seja, são pessoas. E, por mais que haja uma norma de conduta você não desvincula o que você é; você desvincula o problema, mas a sua personalidade é a mesma. Essa é uma das nossas receitas; o ‘segredo’”, finaliza Kelly

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