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Empregados e empregadores nas redes sociais

A relação e o comportamento entre empregador e empregado no ambiente virtual pode ser uma questão um pouco nebulosa para muitas pessoas, no entanto, é importante lembrar que as redes sociais garantem acesso a informação nos dois sentidos. Ou seja, as empresas podem acompanhar o perfil de profissionais que disputam uma vaga ou daqueles que já são funcionários, assim como aqueles que almejam trabalhar numa empresa podem buscar dados e fazer contatos, por meio desse tipo de canal de comunicação.

A internet possibilita à empresa encontrar profissionais que já estejam identificados com seu negócio. Empresas como Coca-Cola, Vivo, Ipiranga, Vale, Natura e Google procuram talentos também nesse ambiente. De acordo com uma pesquisa da empresa de recrutamento americana Robert Half, 63% das companhias brasileiras consultaram perfis de candidatos em redes sociais em 2010. Esse fato pode ser bastante benéfico para ambas as partes, mas diante dele, é importante refletir acerca do comportamento que iremos assumir, de modo que esse contato e essa exposição não acabem prejudicando os envolvidos.

Muitas vezes, é o setor de Recursos Humanos (RH) que vai determinar a contratação e manutenção do funcionário em uma empresa. Além do currículo e das referências, Facebook, Orkut, Twitter e afins também podem ser fontes de informação. Algumas empresas buscam conhecer melhor seus candidatos monitorando comentários, fotos, amigos e comunidades, por exemplo. Por isso, é importante estarmos atentos ao nosso comportamento nesse tipo de meio, que tem incrível poder de visibilidade e repercussão.

Os perfis pessoais e profissionais devem ser gerenciados com o objetivo de contribuir positivamente para a nossa imagem e isso inclui a carreira profissional. Recomenda-se ser positivo, moderar as críticas e jamais expor o empregador a situação vexatória ou comprometedora, evitando dessa forma complicações como demissão e indenização. Algumas empresas podem auxiliar o funcionário, indicando um manual de conduta, com o que pode e o que não deve ser dito no ambiente virtual.

O histórico das redes sociais pemite um mapeamento que mostra se essa pessoa está de fato alinhada com os valores e diretrizes da empresa, de acordo com a análise do RH. Resumidamente, as empresas estão buscando nas mídias sociais referências para conhecer melhor o perfil dos profissionais que podem vir a empregar. Além disso, há ainda o monitoramento dos computadores nas próprias empresas. Nesse caso, o ideal é que os funcionários saibam que estão sendo fiscalizados.

Veja dicas do que não fazer nas redes sociais

1- Fazer comentários sobre a empresa

O empregado está sujeito a perder o emprego ou até ser processado – civil e criminalmente – dependendo do que falar sobre a empresa na rede. Nesse meio, são produzidas provas e, em caso de calúnia, injúria ou difamação, pode haver pedido de reparação.

2- Criticar

Procure manter uma atitude positiva. Evite críticas, comentários negativos ou agressivos e comentário negativos a respeito da empresa na qual trabalhou.

3- Evite polêmicas

No caso de assuntos polêmicos, deixe sua opinião restrita aos amigos reais. Nas rede sociais você pode entrar em atritos com pessoas que podem vir a te prejudicar profissionalmente. O melhor é manter uma atitude neutra.

4 – Cuidado com as fotos

Seja cuidadoso e tenha bom senso com imagens de bebedeiras, “baladas” excessivas, fotos sensuais e provocantes. Tudo isso pode pesar contra o empregado.

5 – Comunidades

Elas podem dizer bastante sobre você, ainda mais quanto analisadas em conjunto. Por isso, reflita sobre as comunidades da qual faz parte e se deseja que seus amigos, colegas e chefes saibam que você se identifica com elas.

6 – Seguidores

O ditado “diga-me com quem andas que te direi quem és” é seguido pelos analistas de recursos humanos.

7 – Constranger a empresa

O constrangimento desnecessário – prejuízo à reputação da empresa – também pode gerar demissão e até indenização. É importante que o funcionário não coloque a imagem da empresa em risco.

8 – Brigas públicas

Evite entrar em conflito com qualquer pessoa no ambiente virtual, em especial com colegas de trabalho e superiores hierárquicos. Tente sempre resolver qualquer diferença e insatisfação com uma conversa pessoalmente.

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