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Redes sociais corporativas: 5 dicas para criar comunidades de propósito

A dinâmica das redes sociais corporativas apresenta resultados diferentes – e até menos impactantes – nas vidas dos usuários, se for comparada às redes sociais comuns, presentes no dia-a-dia de qualquer cidadão, que se conectam por meio de comunidades de interesse. Ao contrário do que se imagina, esse fato ocorre não somente por conta da tecnologia, vista muitas vezes como uma dificuldade, mas principalmente porque falta uma comunidade de propósito para seu uso.

As comunidades de propósito são focadas em produção, voltadas a um objetivo, com prazo, para atender a uma meta. O usuário da rede social corporativa entra em uma comunidade de propósito porque precisa realizar algo específico, sendo que o social é a forma de se executar tal projeto de forma mais ágil e eficiente, por meio da colaboração entre os envolvidos.

No caso das comunidades de propósito, os colaboradores precisam de frameworks para acelerar e aumentar os benefícios das tecnologias sociais, ao contrário das comunidades de interesse, que comportam certa informalidade. Sem o mínimo de organização, o uso de redes sociais nas empresas pode trazer consequencias indesejáveis, como a produção de conteúdos medíocres e mal coordenados, além da falta de continuidade no uso da ferramenta, caso não haja gerenciamento ativo do ambiente virtual.

Confira a seguir cinco fatores que devem ser levados em consideração ao se construir uma comunidade de propósito, que entregue resultados reais à companhia:

1 – Motivação: A empresa deve estar atenta a três áreas. Primeiro, o que empresa espera da comunidade? Se a necessidade não for suprida, a organização terá uma comunidade de interesse, mas sem nenhum resultado significativo. Outra questão que deve ter atenção das empresas é o ponto de vista do usuário. Como a plataforma pode ajudar os colaboradores a alcançarem um resultado de forma mais eficiente? O suporte interno do departamento de TI é importante para o esforço social, ainda que nas soluções baseadas em cloud computing haja menos dependência do departamento de tecnologia para lançar novas comunidades.

2 – Cultura: A cultura da companhia deve buscar valorizar e recompensar a participação do grupo, favorecendo o compartilhamento de informação e consequente sucesso da comunidade. A cultura é a impulsionada pelo relacionamento entre pessoas e deve valorizar a contribuição individual, mas também da comunidade como um todo.

3 – Comportamento: Trata-se sobre o uso das mídias sociais para o atingimento dos objetivos da empresa. Para que esse processo seja eficiente, é necessário ter um propósito muito claro para a comunidade, e isso requer treinamento e tempo de uso. O acesso à plataforma deve ser incentivado para que as pessoas se mantenham engajadas no ciclo de vida da comunidade.

4 – Influenciadores: As pessoas que contribuem ativamente em uma comunidade de propósito podem vir de qualquer nível da empresa, o que anula, de certo modo, o “top-down”. Pode acontecer, por exemplo, que a mensagem de uma pessoa comum ressoe e tenha mais peso que a comunicação de um executivo, criando uma nova camada de influenciadores. Com isso, a organização precisa de uma estratégia para assegurar que a mensagem correta será ouvida internamente em uma comunidade de propósito.

5 – Maturidade da comunidade: O nível de maturidade da comunidade se refere a capacidades, interesses e confiança de que um grupo de pessoas que usam as tecnologias sociais no trabalho. Esse fator deve ser observado pelos líderes durante a elaboração do framework da comunidade de propósito. Quando o nível de maturidade está baixo, deve-se arrebanhar a comunidade com tempo e recursos extras. Quando a maturidade está alta, deve-se explorar novas formas de fomentar a participação. Líderes de uma comunidade madura podem ser aproveitados para “evangelizar” comunidades de baixo nível de maturidade.

Também é possível destacar algumas ações chaves na implementação de uma comunidade de propósito, como focar no valor do negócio, destacando aspectos que possam ser mensurados, com base em um objetivo e propósito claros e concretos. A partir disso, é importante realizar avaliações periódicas para obter as percepções do usuários sobre a dinâmica de colaboração, o ambiente e a tecnologia em uso.

Programas curtos ou focados em uma área de propósito específico são indicados para a introdução da comunidade de propósito. Projetos muito abertos acabam não tendo foco, nem propósito e tendem a falhar. Outra ação que se mostra eficiente é a coleta de dados empíricos de forma constante, direcionados para o engajamento, resultados e feedbacks. Essas informações poderão ser incorporadas para o aperfeiçoamento da comunidade de propósito.

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