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Tendências que influenciarão a comunicação e as organizações nos próximos anos

Seguir um determinado caminho ou agir de certa forma ao ser influenciado por uma alteração no contexto é o que define uma tendência, que pode se traduzir em uma predisposição ou propensão. Por sua vez, toda tendência se materializa culturalmente e é perceptível em diversas áreas, como a arte, o consumo, o surgimento de novas profissões e, inclusive, a maneira como as pessoas se comunicam.

A seguir, veja 3 tendências que estão emergindo atualmente, das quais sua empresa pode se beneficiar em diversos contextos e utilizá-las especialmente para otimizar a comunicação interna.

ID QUEST ou “Identidade Midiatizada”

Do texto puro das páginas web dos anos 90 e mensageiros instantâneos, passando pela expressão por imagens dos fotologs até chegar à expressão por vídeo e voz. Seja com data de expiração, em tempo real ou até mesmo em realidade virtual. A identidade midiatizada, antes exclusiva a celebridades, agora está ao alcance de todos, afinal, nunca foi tão fácil produzir e difundir conteúdo. Esse cenário vem permitindo às redes sociais passarem de mera distração a instrumento utilizado como fonte de renda e inspiração.

Os “digital influencers”, termo designado às pessoas bem relacionadas no mundo virtual, atingem um grande público e, por isso, carregam uma grande responsabilidade social. Comunicando-se de forma democrática, conseguem desconstruir paradigmas para avançar socialmente. O valor destes novos ídolos está na representatividade e identificação. Temas antes debatidos superficialmente nas escolas, como o feminismo e a homofobia, hoje são assuntos que ganham cada vez mais força depois de se propagar nas redes sociais. Para os negócios no geral, essa tendência indica uma mudança em posicionamento de marcas e produtos, até o seu marketing, que precisa estar atento em como fazer publicidade nessa nova onda digital.

Para a comunicação dentro das empresas, essa tendência delega a responsabilidade de disseminar informações com muito mais velocidade de maneira assertiva – e gafes não são perdoadas – conhecendo o público interno, o contexto e a linguagem, de forma inclusiva e representativa, em substituição da forma institucional genérica e imparcial.

Além disso, a tendência sugere a exploração de outras formas de mídia para conversar com o público, mais dinâmicas como gifs, vídeos e composições com imagem, em contraponto ao textão corrido. Tudo isso indica uma forma mais fluída de transmitir a mensagem, principalmente para dentro da empresa, onde colaboradores são bombardeados de conteúdo de informação por todos os lados, o tempo todo.

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Go bubbling ou “Desterritorialização da Informação”

O acesso à todo tipo de informação, sem barreiras de horário ou limites geográficos, ao passo que cria o desejo do acesso imediato, também traz mais opções de escolha e torna as pessoas, quase instintivamente, mais exigentes.

De acordo com essa tendência, a tecnologia se molda à necessidade e o comportamento impulsiona o desenvolvimento de novas tecnologias. Aí acontece a evolução do ambiente de trabalho analógico para o ambiente de trabalho digital, passando para dispositivos móveis e computação na nuvem, prevendo a próxima evolução tecnológica, que é a automação.

Se o medo de perder o emprego para as máquinas já foi realidade algum tempo atrás, esse sentimento agora amadurece e dá espaço a  busca por um propósito maior, por atividades que exijam criatividade e sejam de alguma forma importantes para o mundo, enquanto aquelas meramente operacionais serão facilmente repassadas a um robô.

Para as organizações e negócios, os chatbots e assistentes digitais, são formas de visualizar e materializar essa tendência, que já estão chegando ao mercado e podem ser adquiridos por empresas.

Para a comunicação interna, o sinal é que os próximo passos tornaram a área ainda mais inteligente e estratégica, já que as pessoas precisarão ter a informação no momento e local certo, de forma clara e sucinta e no dispositivo que acham mais confortável de acessar. A combinação entre uma evolução das ferramentas e o feeling humano para comunicar serão a chave para alcançar e engajar pessoas, promover diálogos e ter uma comunicação fluida dentro das empresas.

Lowsumerism ou “Consumo Complacente”

Empresas ambientalmente responsáveis, a ascensão do veganismo e a economia compartilhada são evidências do “lowsumerism”, que surge motivado pelo sentimento de necessitar desacelerar a degradação do planeta. O nome, lançado em agosto de 2015, no video “The Rise of Lowsumerism é uma junção das palavras “low” (baixo) e “consumerism” (consumismo) e refere-se a um convite a reflexão para repensar os hábitos de consumo, remodelar os desejos e reduzir os excesso.

Embora a consciência ambiental seja um assunto em pauta desde o século 19 como uma contracultura à industrialização, agora as catástrofes ambientais e o aumento populacional, aliados ao acesso à informação, dão peso ao tema, aumentam o senso de coletividade,  e fazem dessa, provavelmente, a principal tendência.

Mas o que isso pode ter a ver com a comunicação diretamente?

No ambiente corporativo, essa tendência se manifesta diretamente ligada ao senso de propósito, segundo Marina Colerato, escritora do blog da Box1824: “Pessoas com propósitos altruístas, em busca de um mundo melhor para todos, olham para além de si e se posicionam como agentes transformadores: amplificam seus valores no mundo dos negócios com questionamentos sobre as fronteiras entre trabalho, diversão e agente social.”

Por isso, trabalhar a comunicação interna da sua empresa nos próximos anos, para que os valores estejam sempre presentes no cotidiano dos funcionários, será mais importante do que nunca. A comunicação será uma forma de se adequar a esse cenário, uma ferramenta para viabilizar a colaboração, manter o ambiente organizacional agradável e atrativo, reter pessoas, aumentar o engajamento e a satisfação no trabalho.

Artigo originalmente postado na Revista Cultura Colaborativa. Para ver mais textos acesse:

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