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Pesquisa aponta que 65% dos jovens têm aspirações a cargos de liderança

Que a geração millennial tem valores destoantes e, por vezes, não entendíveis por uma parcela da população todos já sabemos (ou ao menos devíamos). Segundo estudo da Delloite, a maioria destes jovens acreditam que as empresas precisam de uma redefinição. 75% deles apontam que as organizações estão concentradas em excesso em suas agendas e lucros e deixam de lado o mais importante: sociedade; pessoas e o propósito.

Segundo Barry Slzberg, CEO da Deloitte Global, a mensagem é clara: “ao avaliar os seus objetivos de carreira, os millennials estão tão interessados em como a empresa desenvolve o social e qual é a contribuição à sociedade quanto nos produtos e lucros”. Para o executivo o resultado deve ser visto como um alarme valioso para a comunidade empresarial. Particularmente nos países com mercados desenvolvidos.

O alerta vai ao encontro do desinteresse apontado pela maioria dos jovens às empresas nos mercados desenvolvidos. Apenas 35% declaram considerar grandes corporações como opção para um possível novo emprego. Já nos países em ascensão econômica o número sobe para 51%, porém mantém o gap de profissionais no mercado.

Este hiato de pretensões entre os millennials de países emergentes e de nações desenvolvidas fica evidente também quando questionados sobre o desejo de tornar-se líder no atual emprego. Enquanto 65% dos entrevistados, nos mercados emergentes, apontam aspirar um cargo de chefia, nos Estados com situação financeira estável este número cai para 54%.

Curiosamente, os dados do estudo destacam que embora haja este descontentamento com as organizações, estes jovens não pretendem empreender. Apenas 11% dos entrevistados, em mercados desenvolvidos, apontam seu próximo passo na carreira à independência empresarial, o número duplica em mercados emergentes (22%), contudo fica muito aquém dos dados apresentados.

América Latina

Segundo o estudo na América latina, embora com uma realidade emergente, os números se aproximam dos mercados desenvolvidos. 57% dos jovens almejam chegar à cargos de chefia (sênior) na atual organização e 62% deles têm pretensões de liderança.

Brasil

Segundo os jovens brasileiros, 17% deles acreditam estar preparados para assumir cargos de liderança e em consequência receber uma remuneração mais alta pelos seus valores aplicados na empresa e obtidos na universidade. Embora baixo, o número supera a pontuação dos mercados emergentes (12%) e a média mundial (15%), ficando três pontos abaixo dos mercados desenvolvidos.

Gap de gêneros

O estudo também abordou a lacuna nas aspirações à liderança entre homens e mulheres. Os dados demonstram que os homens são mais propensos a buscar posições de chefia (64% contra 57%). Esta diferença sobe para 12 pontos quando a intenção de chefia passa a cargos de diretoria, 59% dos homens têm aspirações aos postos, enquanto 47% das mulheres afirmam buscar tal liderança.

No entanto, as mulheres sobressaem aos homens em questões relacionadas aos valores da geração millennial:

 

  • bem estar no trabalho –  21% contra 17% (millennials 20%);
  • desenvolvimento e crescimento no trabalho – 17% contra 12% (millennials 14%);
  • Contribuição local e social – 11% contra 9% (millennials 9%);
  • Garantia de futuro a longo prazo na organização – 3% contra 4% (millennials 4%);
  • Desenvolvimento e inovação em produtos e serviços – 3% contra 5% (millennials 3%);
  • Lidar de forma justa com fornecedores, garantindo um comportamento ético – 3% conta 0% (millennials 2%).

Pesquisa

Globalmente, 73% dos millennials acreditam que as empresas têm impactado positivamente a sociedade em geral. Segundo os dados, há um crescente otimismo da geração se comparado com o estudo de 2014.

No entanto, há sérias questões ainda latentes, levantadas no estudo de 2013, sobre como as empresas operam suas prioridades e em relação à ética em assuntos relacionados ao desemprego; desigualdade econômica; escassez de recursos e o clima.

Para os millennials considerar uma empresa ética e comprometida ela deve concentrar seus esforços nos indivíduos, gerando empregos e melhorando a sociedade em geral. Além disso, fica evidente o olhar voltado à inovação e o progresso.

Para o estudo, foram entrevistados 7.800 jovens, em 29 países do mundo, nascidos a partir de 1982, com diploma universitário e empregados em tempo integral em organizações privadas.

 

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